Entrevista com Hindemburg Melão Jr., sobre "gênios transcendentes"

por John Hallenborg

 

1) What do you recall about your early education, from say ages 2 through 10? Anything vivid about it and were you in a safe and loving environment or a strife-ridden one?

Minha mãe e minha tia diziam que eu falava usando orações completas, com sentido lógico, aos 6 meses de idade. Aos 2 anos eu desenhava e modelava em massa escolar, principalmente dinossauros. Meus desenhos e modelagens não eram “obras de arte”, eram bem simples, mas era possível reconhecer facilmente os traços típicos de um Brontossauro, por exemplo, com pescoço e cauda longos, patas curtas e robustas, porém não havia suficientes detalhes para distinguir um Brontossauro de um Diplodocus. Eu colocava o Tiranossauro numa postura incorreta, demasiado ereto (como humanos), e fazia incorretamente animais com corpo de Estegossauro e cabeça de Triceratops. Apesar destes erros, acho que era algo expressivo para uma criança de 2 anos.

Eu era uma criança muito rebelde e malcriada, eu chutava as canelas das pessoas que diziam “que menino bonitinho!”, “olha que cabelos lindos!”, e mexiam nos meus cabelos. Isso me irritava muito, porque eu tinha a sensação de que falavam de mim como se fala de cachorros, gatos ou uma coisa qualquer, não como uma pessoa, então eu as chutava nas canelas porque eu não alcançava as cabeças. Essa conduta anormal levou minha mãe a pensar que eu poderia ter algum distúrbio mental, e me levou para avaliação psiquiátrica / psicológica. Eu tinha 3 anos e não sabia ler, isso dificultou o exame, porque eu fui diagnosticado como tendo idade mental de 9 anos. Além de entrevistas, o exame consistia em me pedir para realizar determinadas tarefas, como desenhar uma casa ou uma pessoa com todas as características que eu pudesse me lembrar. Na época eu nem sequer sabia porque estava lá. Meu avô João Barbosa brincava comigo descrevendo situações que ele chamava “colocar numa sinuca”, e eu precisava “sair da sinuca”. Eram situações como eu estar numa ponte, em que havia um urso de um lado e um leão do outro, e a ponte ficava sobre um abismo muito profundo, e eu tinha que imaginar como sair e descrever a saída, e com isso ele adicionava novos elementos para dificultar a solução, e eu precisava pensar em melhores soluções etc. Não havia soluções exatas, nem critérios bem definidos, mas eu achava muito divertido. Praticamente todos os dias, durante alguns anos, nós brincamos disso. Era minha brincadeira favorita até conhecer os videogames, em que há muito mais objetividade e rigor, o que me seduziu rapidamente e, mais tarde, o Xadrez, que requer menos habilidade motora do que os videogames, menos rapidez nos reflexos e mais pensamento analítico e criatividade. Agora meu hobby é brincar com investimentos.

Eu continuei a desenhar e modelar até a idade de 4 anos, e daí em diante fui diminuindo meu interesse por estas artes. Aos 7 anos eu comecei a me interessar por videogames e fliperamas, e comecei a bater alguns recordes locais, superando os garotos de 15-18 anos da região. Eu tinha aptidão para Matemática, memorizava números com facilidade e fazia cálculos mentais relativamente extensos. Eu aprendi a escrever aos 7 anos, nenhuma precocidade nisso, e nunca fui um aluno destacado, exceto em Matemática, Física, Desenho Geométrico e Redação. Aos 8 anos eu comecei a praticar Judô e aos 9 eu fui graduado faixa azul em primeiro lugar, com 115 pontos entre 120 possíveis. Também fui campeão de Judô na região, em minha faixa etária e peso.

Eu sempre fui muito competitivo, eu queria ser o melhor em tudo que eu gostava de fazer, mas raramente eu conseguia e freqüentemente me frustrava. Eu era ruim em Futebol, que era o jogo mais popular, e eu me sentia inferiorizado por isso. Eu jogava razoavelmente bem a maioria dos outros jogos e tinha um bom condicionamento físico, inclusive fui vice-campeão da escola em gincanas de 100 metros rasos e queda-de-braço, mas no Futebol eu era fraco. Eu também não conseguia me sobressair em Vôlei nem Tênis de Mesa. Eu era um pouco acima da média em Pebolim (talvez percentil 90%) e Bilhar (talvez 95%). Havia uma praça em frente à casa em que eu morava, e todos os garotos disputavam para ver quem conseguia subir mais alto nas árvores, e eu era o segundo a subir mais alto em quase todas as árvores, só perdendo para o Roberley. Em algumas árvores eu chegava a pisar tão alto que podia tocar com a mão nos ramos mais altos, talvez a 12 m ou 15 m de altura. Eu era um completo idiota, sem noção do perigo que corria. Se eu caísse de uma altura daquelas, poderia ficar com seqüelas para o resto da vida. Eu sabia que podia cair, mas eu pensava que poderia me segurar em alguns dos galhos durante a queda, inclusive eu só subia enquanto houvesse alguns galhos abaixo de mim para que eu pudesse tentar me segurar, no caso de algo dar errado e eu cair. Mesmo com esta “medida de segurança”, era um risco insano e completamente sem justificativa.

Minha mãe era professora e trabalhava em período integral, meu pai tinha uma transportadora, geralmente ele saía de casa antes de eu acordar e chegava em casa depois que eu já estava dormindo. Aos fins de semana ele costumava sair para jogar baralho. Algumas vezes ele me levava para passear. Minha mãe não permitia que ele me levasse para o serviço dele, como ele levava os outros filhos, e acho que isso foi muito positivo para mim, porque acabei seguindo um caminho que considero muito mais promissor. Eu me recordo de que era muito agradável brincar com minha mãe, quando ela chegava da escola. Todos os dias ela me trazia alguma coisa de presente: lápis de cor, giz de cera, massa de modelar, bonecos de plástico etc. Minha relação com meu pai era um pouco mais distante, ele tinha duas famílias e era difícil para ele dividir o tempo e ainda conciliar as famílias com o trabalho. Os filhos dele com a esposa conviviam diariamente com ele, mas eu o via raramente, talvez 2 vezes por semana durante alguns minutos. Ele morou com minha mãe desde que eu nasci, até meus 15 anos, quando se separaram.

Minha mãe tem muito boa memória e meu pai tinha memória excelente, além disso meu pai é uma das pessoas mais inteligentes que já conheci, embora ele tenha estudado apenas 2 anos escolares. Ele solucionava problemas de mecânica com muita rapidez, engenhosidade e originalidade, fazia cálculos mentais com rapidez e exatidão, era um homem arrojado, bondoso e justo, tinha um pensamento abstrato incrivelmente profundo, era muito criativo, seu pensamento lógico atingia níveis de rigor muito altos. Ele veio de uma família muito pobre e teve que crescer a partir do zero. Chegou a reunir um patrimônio considerável (estimo em cerca de $ 5 milhões), mas afundou irreversivelmente no final dos anos 1980, pois trabalhava com transportes pesados e este ramo é o segundo a ser afetado nas crises, a empresa dele faliu, ficou com dívidas e também ficou com a saúde comprometida, já idoso, não conseguiu mais reverter seu quadro financeiro e passou o resto da vida ganhando apenas o necessário para se manter. Todos os filhos pensam que o pai é um herói. Eu nunca pensei que o meu fosse, mas ele realmente era. Eu lamento nosso relacionamento sempre ter sido tão distante e superficial, talvez porque eu não me interessasse pelo trabalho dele e desde criança eu tivesse minhas próprias opiniões e interesses. Minha mãe não queria que eu fosse ao serviço dele, mas mesmo que ela não se opusesse, eu não iria porque não gostava de lá. Com exceção dos pôsteres de mulheres bonitas nas paredes, não havia nada lá que me despertasse interesse. Se fosse uma oficina mecânica ou eletrônica, provavelmente eu me interessaria enquanto criança, mas depois de adolescente, também não teria mais interesse nisso, só se ele lidasse com algo mais abstrato.

Não me recordo de nada particularmente interessante em relação à escola. Não havia nada lá que me agradasse. Era uma inútil perda de tempo e continuou sendo assim sempre, com essa sensação cada vez mais intensa. Entre ir ao escritório do meu pai, mesmo contra a vontade de minha mãe, ou ir à escola seguindo a vontade de minha mãe, eu preferia ir ao escritório dele, porque lá pelo menos havia adultos com os quais eu podia conversar sobre alguns assuntos, e podia mexer em algumas coisas sem que me repreendessem com rispidez. Na escola não havia nada pra fazer e os funcionários (professora Cida, Irmã Clarete, etc.) eram autoritárias e indelicadas. Eu aprendi a ler e a escrever na escola, não aprendi sozinho, bem como aprendi na escola as 4 operações aritméticas. Acho que isso foi importante. Porém não me recordo de ter aprendido mais alguma coisa relevante nos anos seguintes que eu não pudesse ter aprendido melhor e mais rápido sozinho.

Não conheço bons programas para educação de pessoas talentosas no Brasil, nem bons programas para identificação e orientação.

 

2) What about your teenaged years? Any good or poor teachers who stand out? What about studies you engaged in on your own? What about IQ or other tests?

Até os 14 anos, gostava de videogames, Astronomia e Judô. Eu sabia milhares de dados numéricos sobre propriedades físicas e orbitais de planetas e satélites, e outras informações sobre Astronomia. Ainda me recordo de talvez 70% destas informações, porém às vezes faço confusões. Eu ainda me recordo bem das distâncias de cada planeta ao Sol, em unidades astronômicas, com pelo menos 6 decimais, diâmetros equatoriais, aceleração gravitacional na superfície, período orbital, massa em relação à da Terra, excentricidade orbital, albedo, velocidade de escape, achatamento polar, período de rotação, inclinação axial, e praticamente todas as características físicas e orbitais, bem como as características de vários satélites (até 1987 eu sabia de todos os satélites), alguns cometas e asteróides, distâncias, magnitudes visuais e classes espectrais de algumas estrelas, distâncias de algumas galáxias e nebulosas, entre outras informações, tais como alguns milhares de datas relevantes e biografias de algumas centenas de astrônomos. Como a maioria destas informações é muito dinâmica, alguns dados são semi-redundantes. Por exemplo: se me perguntar qual o diâmetro equatorial da Terra, eu posso dizer que atualmente se adota o valor de 12.756,27298 km, de acordo com algumas fontes, ou 12.756,27320 km de acordo com outras fontes, e posso acrescentar que na época de Aristóteles (~350 a.C.) se estimava em cerca de 24.000 km (400.000 stadia / pi), na época de Eratóstenes (~240 a.C.) se estimava em 15.000 km (252.000 stadia / pi), na época de Possidônio (~100 d.C.) cerca de 9.400 km, na época de Jean Picard (1671) cerca de 12.754,6 km, na época de Bessel (1841) 12.754,794 km, o padrão internacional de 1924 foi adotado como 12.756,776 km, o GSR 1967 foi estabelecido como 12.756,320 km, entre outras fontes, como Anuários de Astronomia de 1981 a 1994: 12.756,280 km, ou Guinness Book de 1998 como 12.756,274 km. Então uma mesma informação pode ficar registrada na memória várias vezes, com valores semelhantes, o que contribui, de certo modo, para fixá-la mais facilmente, já que os primeiros algarismos se repetem na maioria das vezes, porém também pode gerar confusão com os últimos algarismos, datas e pessoas envolvidas nas medidas. Eu poderia também descrever como Aristóteles, Erathostenes e Possidonio fizeram os cálculos, bem como poderia comentar as limitações e as vantagens de cada método. Por exemplo: Possidonio usou basicamente o mesmo método trigonométrico de Erathostenes, no entanto usou uma estrela (quase puntiforme) como referência, em vez do Sol (visualmente mais extenso), reduzindo consideravelmente a margem de erro. Também poderia comentar que Erathostenes aparentemente não levou em conta que Siena e Alexandria não ficavam exatamente sobre o mesmo meridiano e que duas medidas feitas ao meio-dia presumem que o ano teria exatamente 365 dias solares, quando na verdade o ano tropical é cerca de 365,242189 dias atualmente e era cerca de 365,24233 dias naquela época, fatores que interferiram na medida que ele fez e que deveriam ter sido levados em consideração.

Eu sou um pouco frustrado com videogames, eu nunca fui tão bom quanto eu gostaria. Eu tinha resultados bons, dos 7 aos 11 anos, com recordes locais em Kendo, Bosconian, Rally-X, Time Pilot ‘84, à frente de garotos bem mais velhos, mas eu não consegui superar os recordes de nosso amigo “Biola” em BombJack, ele era fantasticamente habilidoso, eu acredito que ele era um dos melhores do mundo. Seria um prazer reencontrá-lo, mas eu nem mesmo sei o nome dele, eu apenas me lembro do apelido (nickname). No Atari 2600 eu terminava Hero com o escore máximo 1,000,000 e também gostava de Dragonfire. Eu considero alguns destes jogos mais apropriados para medir performance mental do que testes de QI, até certo nível (cerca de 160), e considero os problemas do mundo real mais apropriados para medir a inteligência em níveis mais altos. Uma das falhas nos testes de QI é que as perguntas são elaboradas por uma pessoa, e pode acontecer de esta pessoa não ter as melhores respostas, e se alguém der uma resposta melhor do que o gabarito, existe o risco de não receber um escore justo.

Na adolescência eu comecei a demonstrar alguma aptidão um pouco mais séria para Matemática. Aos 13 anos eu inventei um método para calcular logaritmos totalmente diferente do usado por Napier, eu não sabia que aquilo era logaritmo, eu apenas entendia que com aquele método eu conseguia ajustar as magnitudes visuais das estrelas de uma maneira coerente. O método consistia em extrair raiz quadrada de 10, raiz quarta de 10, raiz oitava de 10 etc., e depois ver quantas vezes seria necessário multiplicar raiz 128a até chegar a determinado número. Por exemplo: para chegar até 6, precisava fazer 10^(100/128) ou 10^(99/128), então log(6) deveria ser algo entre 99/128 e 100/128, isto é, entre 0,773 e 0,781. De fato, log(6) = 0,778... Citei o exemplo até raiz 128a, mas quanto mais vezes repetisse o procedimento, maior seria a precisão. Poderia fazer raiz 1024a, por exemplo. Na época eu tinha uma calculadora com 4 operações fundamentais e raiz quadrada, portanto o método era específico para uso desta calculadora, caso contrário ficaria mais apropriado usar no cálculo raiz 1.000a de 10 ou raiz 1.000.000a de 10.

Aos 14 anos eu comecei a jogar Xadrez, comecei muito tarde. Os grandes jogadores começam aos 4 ou 5 anos. Eu comecei velho demais, num país em que não há incentivo à cultura, comecei sem muitos recursos para estudar, numa família em que só eu jogava Xadrez em casa e não tinha livros. Além disso eu acho que sou lento em comparação aos jogadores muito bons, como Bobby Fischer ou Kasparov. Eu talvez tenha alguma criatividade e profundidade de análise, bem como uma memória razoável, no entanto eu demoro muito tempo para fazer cálculos de maneira organizada e precisa, hoje eu compreendo que eu nunca poderia ser campeão mundial com estas limitações, embora eu pudesse ser campeão mundial por correspondência, se eu me dedicasse a isso. Eu conheci excelentes pessoas no Xadrez e fiz algumas amizades que duram até hoje. O Xadrez influenciou muito minha vida, e parte de minha capacidade para formular estratégias talvez tenha sido desenvolvida com a prática do Xadrez.

Eu não gostaria de falar dos professores que tive na escola, não teria nada de muito positivo a dizer sobre eles. Eles não tinham culpa, acho que eles faziam o que podiam, assim como todos nós. Eu fui muito severo com alguns professores, em diversas ocasiões. Eu freqüentemente brigava e algumas vezes humilhava professores de Física e Matemática, e eu sinto vergonha de ter feito estas maldades. Minha revolta era contra o sistema de ensino, não contra os professores, porém eles eram os agentes que me colocavam em contato com o sistema de ensino, e na adolescência eu achava que eles deveriam ser punidos por eles não tentarem mudar o sistema. A maioria dos professores sempre foi amável comigo, e tentaram me incentivar, na medida em que o sistema de ensino permitia, mas objetivamente não posso dizer que tenham contribuído de qualquer maneira para meu desenvolvimento intelectual e cultural. Talvez tivessem me ajudado mais concretamente se me orientassem para abandonar a escola e estudar em casa, e se tivessem convencido meus pais a aceitarem isso.

Aos 17 anos eu fui examinado pela Dra. Débora, na Clínica do Objetivo (ligado à UNIP), e respondi a quase todas as perguntas do teste em menos de 1 segundo, aliás, eu respondia enquanto ela terminava de ler o enunciado, porque freqüentemente as informações necessárias eram citadas antes de finalizar, e ainda havia algumas frases inúteis no enunciado, só para “acabamento”. Quando eu respondia antes que a psicóloga acionasse o cronômetro, ela justificava que precisava anotar tempo 1 segundo, em vez de 0. Eu achava isso divertido. Hoje eu entendo que não há quase nenhum mérito nisso, porque era um teste muito fácil e porque rapidez de raciocínio é uma virtude de pouca importância para a produção intelectual de alto nível. Hoje eu acho muito mais valioso o método para cálculos de logaritmos que inventei aos 13 anos.

Aos 19 anos eu demonstrei incorretamente O Último Teorema de Fermat (veja questão 24 do Sigma Test) e desenvolvi um projeto de máquina da invisibilidade (veja questão 29 do Sigma Test). Cerca de 10 anos depois, Susumu Tachi, na Universidade de Tóquio, construiu um protótipo baseado nos mesmos princípios de minha máquina da invisibilidade, e Kaida-Shi (da Universidade de Pequim, se não me engano) pensou ter demonstrado O Último Teorema de Fermat, e o fez quase exatamente da mesma maneira que eu, porém ele não percebeu que estava errado. A única diferença entre a demonstração de Kaida Shi e a minha é que ele ligou os politopos por 1 aresta, enquanto eu os liguei por 1 face, mas essencialmente a idéia é a mesma e o erro também é o mesmo.

Entre 19 e 20 anos eu desenvolvi um método para calcular fatoriais de números não-inteiros, sem usar Cálculo Infinitesimal. Eu dei uma abordagem razoavelmente completa e profunda ao problema, e foi bastante elogiado pelos acadêmicos que viram o trabalho.

Eu fiz o teste de Cooijmans “Space, Time & Hyperspace”, e há uma grave divergência de 17 respostas: na minha contagem eu deveria ter acertado 27 entre 28, com QI 201, mas na contagem dele eu teria acertado 11 entre 28, com QI 140. O problema no teste é bem simples, e na época eu gostaria de debater com Paul Cooijmans sobre isso. O erro dele é que o enunciado geral é muito explícito:

a:b::c:d significa: ‘a’ está para ‘b’ assim como ‘c’ está para ‘d’

E em todas as questões, o objetivo é encontrar a relação de ‘a’ para ‘b’ e, em seguida, aplicar a mesma relação em ‘c’ para encontrar a solução ‘d’. Foi isso que eu fiz, seguindo rigorosamente o que propõe o enunciado. No entanto ele mesmo colocou pelo menos 16 (e talvez 17) soluções incorretas no gabarito, em que ele próprio não respeita o enunciado que ele mesmo propôs. Em vez de a:b::c:d, ele soluciona alguns itens como se o enunciado fosse a:c::b:d, inclusive em algumas das questões mais fáceis. O assunto foi discutido com algumas pessoas com QI acima de 170 em vários testes, e TODAS foram unânimes em concordar que minhas soluções estavam corretas, e que o procedimento de Paul Cooijmans estava errado. Eu tentei várias vezes me comunicar com Paul para debater este assunto, mas ele se recusou alegando que não poderia relevar as respostas. Inclusive uma pessoa com escore acima de 180 nos testes de Cooijmans, também concordou que as respostas que ela própria havia dado não eram as mais corretas e destoavam do enunciado, e que as minhas respostas atendiam melhor ao enunciado. Eu poderia também fazer uma crítica em relação ao conteúdo e à dificuldade deste teste, porque o teto real de dificuldade não poderia ser maior que 160, pois os itens são demasiado fáceis e simples para que se possa medir corretamente o QI em níveis mais elevados, de modo que meu escore 201 nesse teste representaria algo em torno de 158. Para que o teste chegasse a um teto perto de 170, deveria ter questões como o Power Test. Para ter um teto acima de 180, deveria ter questões como o Sigma Test, Sigma Associations Test (by Petri), Sigma Analogy Test (by Petri and Lloyd), Eureka Test (by Lygeros) ou Archimedes Test (by Lygeros). Eu não posso citar nomes e escores de outras pessoas, mas eu posso dizer que algumas pessoas com escore perto de 196 nos testes de Cooijmans tiveram entre 135 e 160 em 5 outros testes, inclusive 149 no Sigma Test. Esse problema com a norma do teste não é tão grave e é fácil de corrigir. O problema maior está no gabarito. Ele poderia adotar duas ou mais normas diferentes, como o Sigma Test, uma com critérios próprios e outra com critérios padronizados. Isso uniformizaria os escores. No entanto o problema de respostas erradas no gabarito exigiria que ele alterasse o enunciado ou corrigisse as respostas inadequadas no gabarito. Eu não conheço o suficiente sobre o Cooijmans para opinar, mas todas as pessoas que o conhecem me disseram que ele é correto, justo e bem intencionado. Então eu interpreto isso como erro involuntário e teimosia.

 

3) When did your passion for certain subjects emerge? How have you combined institutional studies with your own personal approach?

Depende do assunto. Eu seleciono rapidamente o que é promissor e descarto o que não me interessa. Eu não jogo Futebol desde os 12 anos, porque não tenho vocação e não faz sentido perder tempo com uma atividade para a qual não tenho habilidade. Eu jogo mal Tênis de Mesa, jogo um pouco melhor Pebolim e Bilhar. Eu acho que sou razoável para videogames e fliperamas antigos, e poderia me sair bem nos jogos novos, se dedicasse tempo a isso. Eu tenho uma aptidão razoável para Xadrez por correspondência e nunca perdi uma partida em jogos internacionais da ICCF (International Correspondence Chess Federation), tenho aptidão para Xadrez às cegas e acredito que no final dos anos 1990 eu era um dos melhores do mundo em simultâneas às cegas de grandes proporções (com 8 ou mais tabuleiros). Entre 1990 e 2000, até onde sei, foram realizadas poucas simultâneas às cegas no mundo com 8 ou mais tabuleiros. Em 1985 Kasparov jogou 8 simultâneas às cegas, e alguns anos depois Hübner jogou 6 e 8. Shirov jogou 4, mas não se saiu muito bem, e Karpov jogou 4, mas cometeu alguns erros por esquecimento. Com as mortes de Najdorf, Janos Flesch e Koltanowski, creio que o melhor jogador às cegas vivo seja Robert Hübner, seguido por Kasparov. Acho que também tenho algum talento para Xadrez em geral, especialmente complicações táticas que exigem criatividade, mas sou mais lento do que a maioria dos jogadores top-100 do Brasil e tenho muito menos conhecimento prático e teórico do que eles. Em 2000 eu poderia reproduzir de memória provavelmente todas as partidas que joguei em torneios de ritmo oficial, algumas centenas que joguei em ritmos curtos e algumas centenas de partidas de grandes campeões, porém eu não estudava teoria de maneira organizada, eu só estudava o que me agradava: freqüentemente partidas antigas e sem utilidade para torneios, de Anderssen, Morphy, Greco, Charousek, Zukertort, Pillsbury, Rubinstein, Blackburne, Reti, Najdorf, Alekhine e outros mestres do ataque. Também estudava partidas recentes de Kasparov, Fischer, Tal, Anand, Shirov, mas quase todas com mesmo estilo, que eram partidas táticas cheias de sacrifícios complexos, enquanto meu jogo estratégico deixava a desejar, bem como meus conhecimentos sobre finais e teoria de aberturas. Mas acho que minha principal deficiência no Xadrez se deve à minha leve dislexia. Em jogos com mais tempo, costumo me sair progressivamente melhor em comparação a outras pessoas. Acredito que minha principal deficiência esteja no pouco conhecimento sobre teoria de aberturas. Em 1988, após estudar cerca de 3 meses de teoria, meu nível de jogo se elevou consideravelmente, passando de um iniciante a um jogador razoável, ficando empatado de sétimo a nono lugares no Refripar Internacional, no CXSP, à frente de alguns ex-campeões brasileiros e mestres internacionais. Nessa época eu tinha 16 anos. Se eu continuasse a estudar com mesma dedicação daquela época, é possível que tivesse chegado bem mais longe no Xadrez.

De modo geral, quando uma atividade ou um campo de estudo me desperta a curiosidade, eu começo a estudar, e se isso me proporciona prazer, eu começo a me aprofundar. Quando eu consigo me sobressair, eu começo a me apaixonar pela atividade. Quando eu não consigo evoluir muito, eu perco o interesse. Eu não tenho vocação para Música, por exemplo. Eu não creio que eu poderia ser notável com nenhum instrumento musical, embora eu provavelmente pudesse ser razoavelmente bom com qualquer instrumento que eu quisesse. Eu não poderia ser notável em Poesia ou Dança, mas eu gosto de Dança e Artes Marciais, e tentei superar minhas deficiências e atingir um nível técnico aceitável. Eu consegui ganhar uma bolsa no Concurso Nascente V, para estudar dança na academia do prof. Ismael, talvez a melhor academia de São Paulo, e eu tenho algumas medalhas e troféus de Artes Marciais, porém somente em competições pequenas. Eu jamais teria chances numa competição de nível nacional, por exemplo. Talvez com coreografia freestyle de Nunchaku eu tivesse algumas chances de ficar entre os melhores do país, mas em lutas não.

Eu não acho que a educação formal tenha desempenhado qualquer papel relevante em minha vida. Talvez até tenha tido um papel negativo, porque me fez perder um tempo imenso com assuntos inúteis e abordagens superficiais. Eu também não vejo vantagem no suposto papel socializante que a escola pode ter tido, porque quase todas as pessoas interessantes que conheci, eu as conheci fora da escola, especialmente na Sigma Society, em outras comunidades de alto QI e no Xadrez. Algumas pessoas que hoje trabalham comigo com investimentos, eu também as conheci por meio da Sigma Society, exceto casos muito raros que conheci em fóruns de Investimentos.

 

4) Which degrees do you have and from which institutions? How do you value those academic experiences?

Eu não tenho nenhuma formação acadêmica. Talvez eu tivesse produzido mais se tivesse abandonado os estudos mais cedo, para estudar como autodidata. Mas teria o perigo de ter desperdiçado meu tempo com videogames, apenas, porque achava mais divertido. De qualquer modo, certamente teria sido um exercício mental bem mais útil se eu tivesse usado os anos escolares para jogar videogame, pois os jogos exigiam de mim habilidades que hoje posso aplicar no Mercado Financeiro, no entanto não posso identificar nada que eu tenha recebido na escola que eu não pudesse ter recebido 10 vezes mais estudando como autodidata.

 

5) Have there been key moments in your education that you wish to share?

Eu postei este relato recentemente numa comunidade sobre empreendedorismo: Quando eu tinha uns 12 anos, um pedreiro foi pintar as paredes e o teto da escadaria que levava ao segundo piso da casa em que eu morava. Para alcançar o teto, ele colocou uma escada de madeira, uma escada normal, com um dos pés da escada apoiado num dos degraus da escadaria e o outro pé da escada sem apoio nenhum, e a encostou na parede. Quando ele fez isso, eu disse pra ele não subir, senão ia cair, disse que ele precisava de pelo menos dois pontos de apoio. Ele disse pra eu não me preocupar e ainda riu. E fiquei insistindo, e pensando: “esse porra louca vai cair aqui, se esborrachar, e ainda dar problema, e ainda fica discutindo comigo, o que esse cara entende de Física pra discutir comigo?” bom, enquanto eu fiquei discutindo, ele subiu, ficou conversando comigo, e foi pintando. Claro que depois de alguns segundos com ele em cima, e sem a escada cair, eu já percebi que eu estava errado, e gastei mais alguns segundos até entender que ele depositava a maior parte do peso do corpo no lado que ficava apoiado, e com o atrito com a parede isso bastava pra não cair para nenhum dos lados. Eu percebi que poderia aprender coisas fascinantes com pessoas que supostamente teriam pouco conhecimento, percebi que rotular as pessoas pode nos privar de excelentes oportunidades de aprender muita coisa.

Até cerca de 15 anos de idade eu freqüentemente apreciava me exibir resolvendo rapidamente alguns problemas matemáticos, durante as aulas, e por vezes dizia as respostas enquanto o professor ainda não havia terminado de escrever o enunciado (como fiz no caso do teste a que fui submetido na Clínica Objetivo). Eu fazia isso só nas primeiras aulas, quando era um professor novo ou quando eu entrava numa escola em que ainda não conhecia ninguém e ainda não era conhecido. Eu apreciava ser o centro das atenções, embora isso pudesse também despertar a inveja de alguns. Eu não sou muito rápido, em comparação às pessoas realmente muito rápidas para cálculos mentais (top-100 do Brasil), porém como devia estar perto do percentil 99,999% em velocidade de cálculo, então num grupo de 40 ou 50 alunos era improvável ter alguém comparável, por isso minhas performances chamavam muito a atenção dos colegas e professores. Certa vez um professor colocou um desafio de Geometria na lousa para que levássemos para resolver no final de semana, e daria 2 pontos a mais na nota para quem trouxesse a solução até a segunda-feira. Eu solucionei cerca de 5 minutos depois de ele ter colocado na lousa, mentalmente, e só depois fiz o desenho da solução completa. A maioria dos problemas que um amigo do ITA me apresentava, que os professores davam a eles como desafios, eu resolvia em menos de 5 minutos e alguns em menos de 1 minuto, no entanto houve dois que resolvi incorretamente. Um deles foi o famoso problema das 3 portas (Monty Hall) e o outro é um problema citado num livro de George Gamow, de 1958. Este último foi interessante porque eu argumentei muito bem em favor da minha solução incorreta, a tal ponto que consegui convencer vários professores de Matemática e Lógica, diversos doutores em Exatas e especialistas em puzzles, de que a solução clássica estava errada e a minha solução era uma refutação da solução clássica. Minha “alegria” durou até o ex-campeão mundial da IMO-1980 Nicolau Corção Saldanha apontar meu erro. Eu ainda demorei um pouco até entender a refutação que o Nicolau me apresentou, e fiquei algum tempo teimando com ele. Cheguei a incluir o nome dele no site da Sigma como uma das pessoas que não percebia o erro na solução clássica. Depois que eu percebi que quem estava errado era eu, achei justo colocar na Sigma um pedido público de desculpas dirigido a ele, pela falta que cometi, além de me desculpar também por e-mail. Depois disso nos tornamos amigos. Foi muito constrangedor para mim ter defendido uma tese incorreta e levado o caso a este ponto. Desde então eu tenho me empenhado para ser mais prudente e mais humilde em meus comentários, mesmo assim ainda me envolvo eventualmente em celeumas, sem ter razão. Contudo, sempre que percebo que estou errado, eu admito, não importa quem seja o antagonista. Acho isso fundamental para que se possa evoluir, além de ser a única coisa correta a ser feita, sob o ponto de vista ético.

Ao rememorar minhas exibições de velocidade de cálculo, vejo isso como algo muito deprimente, em parte porque a escola não deveria dar tanta importância a esse tipo de habilidade, e em parte porque é uma habilidade que não possuo em tão alto grau, pelo menos não tanto em comparação a outras de minhas habilidades mais valiosas, como criatividade e pensamento lógico. Seria como se eu me vangloriasse de estar vestindo uma roupa de marca famosa, que é uma futilidade. Vangloriar-se de uma habilidade mental é bem menos fútil do que uma roupa de marca, porém é mais fútil do que se vangloriar de alguma virtude moral ou alguma habilidade mental associada à criatividade e profundidade de raciocínio, em vez de velocidade de raciocínio.

Também acho triste que a escola não exigisse criação intelectual e pensamento analítico em alto nível, pensamento crítico etc., que seriam áreas nas quais eu poderia ter chamado a atenção por motivos que representassem de fato algo digno de admiração, e ainda teria sido muito mais útil para a humanidade, porque eu e outras pessoas poderíamos ter exercitado estas habilidades de modo a futuramente contribuir muito mais com criações relevantes, em lugar de perder tempo com repetições mecânicas de fórmulas e regras de pouca importância. Os períodos mais produtivos de minha vida foram quando me afastei da escola e pude me concentrar em estudos mais interessantes. O que eu tenho tentado fazer nos últimos anos é isso, além de me dedicar a algumas atividades assistenciais desde a década de 1980. Desde 2005 estou empenhado em ganhar alguns trilhões de dólares com investimentos em Forex, para alimentar a África, países pobres da América e da Ásia, financiar projetos científicos, culturais, educacionais, e atender a algumas ambições egoístas também, como montar um grande telescópio com ótica adaptativa, prolongar a vida e a jovialidade com investimentos em nanotecnologia, células tronco etc. Como o “milagre” dos juros compostos pode fazer quantias pequenas crescerem até valores astronômicos em pouco tempo, e no Forex se negociava em 2007 cerca de 3,2 trilhões de dólares por dia, creio que haja liquidez suficiente neste Mercado para atingir meus objetivos. Se eu conseguir apenas US $ 100 bilhões, isso talvez já me possibilite fazer muitas coisas, porém para que o trabalho realmente seja consumado, calculo que pelo menos alguns trilhões sejam necessários.

 

6) Who have been the most important teachers you’ve enjoyed?

Eu gostaria que ter tido a honra de conhecer Sócrates pessoalmente. Eu li com muita admiração vários diálogos de Platão e “A apologia de Sócrates”, eu também gostaria de conhecer Gandhi, Leonardo Da Vinci, Jesse Livermore, Arquimedes, Aristóteles, Galileu, Pascal, Giordano Bruno, Einstein, Morphy, Anderssen, William James Sidis, Philidor, Milan Vidmar, Grosseteste, Roger Bacon, Machado de Assis, Beethoven, Mozart, Dostoievski, Russel, Mark Twain (mas não me importaria se em lugar dele eu conhecesse a Shania), Picasso, Salvador Dali, Madre Tereza de Calcutá, Hipácia, Victor Hugo, Robespierre, Miyamoto Musashi, Spartacus, Alexandre Magno, Gengis Kahn, Kublai Khan, Marco Polo, Cleópatra, Gutenberg, Santos Dumont, Enrico Caruso, Epicuro, Platão, Diógenes, Demócrito e certamente outros, cuja lista seria interminável se eu tentasse citar todos que tiveram alguma participação em meu aprendizado. Se fosse fazer uma lista só com os gregos que viveram antes de Cristo, já teria que incluir também Euclides, Tales, Temístocles, Leônidas, Anaximandro, Anaxímenes, Hipócrates, Heródoto, Aristarco, Hiparco, Eratóstenes etc. Nesta lista há várias personagens que não foram geniais, como Epicuro e Cleópatra, mas que foram personalidades fascinantes em alguns aspectos.

Tenho certa predileção por professoras e pedagogas, talvez porque elas tenham mais paciência para lidar com minhas freqüentes atitudes imaturas. Meus relacionamentos afetivos com professoras costumam ser agradáveis, uma das namoradas mais marcantes que tive, Juçana Corrêa, era pedagoga e campeã de Xadrez de SP e do PR. Porém eu não me recordo de nenhum professor ou professora que tenha sido marcante no exercício de sua função letiva. O único caso que eu poderia citar como marcante, foi quando o Prof. Dr. Antonio Fernando Ribeiro de Toledo Piza, diretor do Departamento de Física Teórica da USP, comparou, com entusiasmo, um método inovador que desenvolvi sobre números fatoriais não-inteiros com os trabalhos de Newton, Euler, Stirling e outros matemáticos sobre este tema, mostrando-me livros com os trechos do que eles fizeram e correspondendo os trabalhos deles a cada parte do meu trabalho, e eu me senti lisonjeado com a comparação e com os amáveis comentários que ele fazia enquanto me mostrava. Foi agradável porque era algo interessante que eu havia realizado, algo razoavelmente expressivo, e que eu estava interessado em saber mais, porém eu havia chegado num ponto além do qual eu não avançava sozinho, e ele me mostrou que além de ser possível calcular fatoriais de números não-inteiros, também era possível para números complexos, porém por um caminho bem diferente do que eu havia trilhado, e que dificilmente eu encontraria aquela solução tentando prosseguir no caminho em que estava. Acredito que o Dr. Piza teria se impressionado mais com outros de meus trabalhos posteriores, se os tivesse visto, e naquela época teria sido um incentivo importante receber elogios de um acadêmico de bom nível como ele, mas atualmente isso seria completamente irrelevante para mim. Nos últimos 5 anos eu tenho me importado cada vez menos com a opinião de outras pessoas e cada vez mais com a efetividade dos resultados. Sempre me importei muito mais com a efetividade dos resultados, porém antes era mais susceptível às opiniões alheias. Agora que estou focado nos investimentos, sou quase totalmente indiferentes às opiniões sobre minhas idéias e meu trabalho, já que os resultados falam por si.

 

7) What about negative experiences in your education?

Seria interessante se o sistema de ensino estimulasse a criação intelectual, incentivasse o pensamento crítico, valorizasse a profundidade de análise e a engenhosidade. Infelizmente só se valoriza a repetição mecânica de informação, e até mesmo em teses de doutorado não há praticamente nada relevante que mereça qualquer distinção. Eu poderia dizer que tudo foi negativo em minha experiência com educação formal. Talvez haja um pouco de exagero, talvez apenas 99% tenha sido ruim.

 

8) How do you feel about educating highly gifted individuals? Should they be integrated into the mainstream, or taught differently somehow?

Eu acho um absurdo agrupar as pessoas por idade cronológica. Se a finalidade dos agrupamentos é fazer com que os grupos sejam mais homogêneos e, assim, o ritmo de ensino seja apropriado a todos, sem que alguns fiquem muito atrasados ou adiantados, bem como a complexidade e a dificuldade do conteúdo sejam selecionados para determinado perfil intelectual, então a idade mental deveria ser o critério para definir os agrupamentos, não a idade biológica. Melhor ainda seria usar como critério as aptidões específicas, porque pessoas com mesma idade mental podem ter aptidões muito diferentes, algumas com mais talento para linguagem, outras com mais talento para cálculos, outras para música, outras para esportes etc. O argumento de que se deve agrupar por faixa etária para facilitar a socialização é falacioso, porque a finalidade de uma instituição de ensino é primordialmente transmitir conhecimento acadêmico, além disso pessoas de nível intelectual semelhante se socializam melhor do que pessoas de idades biológicas semelhantes. No máximo se poderia ter, em segundo plano, o objetivo de socializar, desde que isso não prejudicasse o objetivo principal. Então deveriam ser criados grupos de pessoas com talento semelhante, interesse semelhante e vocação semelhante, porque sendo todas as pessoas semelhantes dentro de cada grupo, poderiam aproveitar muito melhor a aula, quase como se fosse uma aula personalizada. Haveria homogeneidade no nível dos alunos, mas com vasta diversidade na maneira de pensar, portanto seria excepcionalmente mais produtivo para todos. Se existe algum argumento razoável contrário a isso, eu gostaria de conhecer. Creio que esta é a maneira correta, não é apenas minha opinião pessoal, enquanto os que defendem algo diferente estão apenas defendendo suas crenças pessoais.

 

9) Looking back, how would you have changed your educational process?

Eu teria estudado mais Estatística desde criança e teria aprendido linguagens de programação. Eu teria estudado mais inglês, português e kanji. Eu teria rapidamente abandonado a escola e estudado como autodidata desde o início, porém eu não sei se eu teria condições de fazer as escolhas apropriadas dos tópicos que deveria estudar, aliás, acho que erraria muito antes de selecionar os tópicos mais promissores. Mesmo assim teria sido muitíssimo melhor do que ter freqüentado a escola.

 

10) Looking forward, what are your plans for continuing your education?

Eu pretendo fundar uma religião e propagar uma doutrina que eu acredito ser uma representação razoavelmente boa de como as pessoas deveriam se comportar, com mais liberdade em alguns aspectos, com mais reservas em outros, mais tolerantes em algumas coisas e mais exigentes em outras. Eu gostaria de salvar o Bem, a Natureza, a Vida e a Humanidade, mas talvez eu não consiga. Eu estou alguns anos atrasado em relação aos objetivos que eu planejava atingir, e talvez eu nunca consiga realizar o que é necessário porque o tempo de vida das pessoas é muito curto, e a vida intelectualmente produtiva é ainda mais curta. Eu tenho medo de não conseguir realizar alguns de meus objetivos mais importantes por envelhecer ou por morrer. Acho isso triste e às vezes me causa depressão. Por outro lado, felizmente eu tenho mais objetivos comunitários do que individuais, porém ainda tenho vários objetivos egoístas e talvez eu precise me educar para mudar isso.

Cada vez mais eu acredito que a leitura é um meio muito pobre de se obter informação, e que o conhecimento de maior valor vem da investigação empírica e da criação intelectual. No entanto, infelizmente eu sou muito limitado para poder recriar muitas coisas, então a leitura permite avançar artificialmente por alguns atalhos, de maneira menos nobre, porém muito mais ágil. Na área de atuação que eu escolhi, o mundo dos investimentos, a leitura quase nunca provê informações corretas e úteis. Os livros sobre investimentos podem trazer no máximo algumas informações biográficas de interesse. Então minha tendência natural é buscar informação em minha mente, por processamento de resultados empíricos, em vez de procurar respostas em livros, isso é um diferencial que me ajuda muito a encontrar respostas com maiores probabilidades de serem corretas.

 

Please include brief biographical information so readers so I can put your responses in context:

A) Where do you live?

Sou um nômade. Eu passei por 8 endereços nos últimos 4 anos: Zona Leste de São Paulo, Zona Oeste de Bom Jesus dos Perdões, Zona Sul de São Paulo, Asa Sul de Brasília, Setor Bueno de Goiânia, Jardim Real de Bom Jesus dos Perdões, residencial Mantiqueira/Pasin de Pindamonhangaba, Ipê I de Pindamonhangaba.

 

B) Year you were born?

Eu prefiro que as moças não leiam isso. Recentemente uma moça estimou que eu tivesse cerca de 18 anos, revelando que ela é muito perspicaz e faz excelentes estimativas sobre a idade que as pessoas aparentam ter.

 

C) Married? Kids?

Tenho centenas de filhos. O ultimo se chama Saturno V 4.104 (são meus sistemas automáticos de investimento). Eu tive uma quantidade razoavelmente grande de relacionamentos curtos entre 1988 e 1999, mas desde 2000 tenho mudado muita coisa em minha vida, inclusive parei de participar de competições de Xadrez, passei a ter relacionamentos mais longos, estáveis e em menor quantidade, bem como passar períodos mais longos sozinho, e comecei a pensar em ganhar dinheiro como algo necessário e bom. Até poucos anos atrás, eu não ligava para dinheiro. Um dos motivos de eu ter começado a pensar seriamente sobre a necessidade de ganhar dinheiro foi o fracasso da Sociedade Unicórnio. Este talvez tenha sido o motivo crucial. Eu percebi que não conseguiria patrocinadores para aquele projeto, por mais nobre e dignificante que fosse. Mas se eu mesmo fosse o patrocinador, seria mais fácil. Além disso, eu já estava farto de constatar que a maioria das pessoas trata de maneira diferente quem é bem sucedido financeiramente. Eu sempre repudiei isso, porém minha opinião seria irrelevante, a menos que eu ganhasse muito dinheiro antes de declarar que dinheiro não vale quase nada. Acho necessário falar um pouco sobre a Sociedade Unicórnio. Ela foi fundada às vésperas do Natal de 2000, e tem como objetivo principal salvar o Bem e, em segundo plano, salvar a Natureza, a Vida e a Humanidade, porém eu percebi que a quantidade de pessoas realmente empenhadas com este mesmo objetivo é muito pequena e não haveria nenhuma chance de sucesso. No máximo as pessoas se envolvem com causas muito menores e mais egoístas, como o Greenpeace, em que as pessoas querem salvar o verde, mas não por estarem preocupadas com a flora do planeta, mas sim porque elas precisam flora para sua saúde e sobrevivência, que é indiretamente um objetivo mesquinho e egoísta. Salvar o Bem está acima disso, e pode ser que salvar o Bem signifique criar máquinas capazes de superar os humanos, competir com os humanos e levar os humanos à extinção, e isso pode ser um sacrifício necessário para a propagação do Bem. A meu ver, isso seria um pensamento realmente sublime, salvar o Bem acima de salvar a humanidade. Particularmente não me agrada esta possibilidade de ser necessário um auto-sacrifício para alcançar um ideal, eu gostaria que os próprios humanos fossem os salvadores do Bem, e que nos harmonizássemos com as máquinas inteligentes com as quais brevemente começaremos a conviver. Eu não gostaria de ser um nódulo eliminado da face da Terra para salvar o Bem, eu gostaria de ser um dos elementos coadjuvantes com a salvação, e gostaria que toda a humanidade também contribuísse. Seres orgânicos comem-se uns aos outros para sobreviver, enquanto as máquinas podem extrair a energia de que precisam de fontes inanimadas e que não sofrem. Um jazigo de petróleo não sente dor quando se extraí dele o combustível a ser usado para dar energia às máquinas, mas um boi ou um frango sofrem muito ao serem abatidos. Pode haver meios pelos quais os seres orgânicos sejam capazes de sobreviver sem que para isso precisem tirar as vidas de outros seres, sem causar sofrimento, e imagino que isso acontecerá num futuro não muito distante, e gostaria de que os humanos continuassem a existir e espero que façam parte disso. Enfim, eu percebi que pouquíssimas pessoas aderiram à proposta da Sociedade Unicórnio, e em 2005 eu percebi que poderia concentrar em minhas mãos uma parte significativa das riquezas produzidas no mundo, se eu me tornasse um investidor suficientemente habilidoso, pois em apenas 20 dias de Forex se movimenta o mesmo volume de dinheiro produzido por todos os países do mundo somados durante 1 ano. Com isso seria mais fácil contratar pessoas para fazer o que é necessário, em vez de contar com a sensibilidade e o altruísmo delas para aderir a um movimento de aparência utópica. É curioso como alguns filmes mostram os “perigos” de construir máquinas inteligentes, mostrando que elas podem se rebelar e dominar o mundo. Não estão preocupados com o que é justo, certo ou bom, mas apenas se preocupam em manter a hegemonia da humanidade. Isso é extremamente egoísta, e pode inclusive levar toda a Natureza, toda a vida e a própria espécie humana à extinção, além de esterilizar o planeta inteiro, dependendo da maneira como ocorrer a destruição. No entanto há mais fatores a serem considerados, e entre ter apenas a espécie humana extinta, mas salvar a Natureza e a Vida, e a alternativa de salvar a espécie humana às custas do colapso ecológico do planeta inteiro, eu optaria por salvar a espécie humana porque ela é fruto de 3 bilhões de anos de evolução e tem maiores probabilidades de atingir estágios elevados de integridade do que qualquer outra entidade viva, porém se houver o risco de a humanidade se extinguir e arrastar com ela todas as demais formas de vida, num holocausto nuclear, por exemplo, creio que seja mais justo sacrificar apenas a humanidade. Penso que seja possível a humanidade deixar de parasitar mundos, migrando de um planeta a outro, até o ponto de esgotar os recursos naturais, e se possa encontrar uma forma de estabelecer equilíbrio com o meio. O uso de próteses mecânicas me parece um dos primeiros passos para isso e, em poucos milhares de anos, se até lá os humanos não estiverem extintos, devem estar muito melhor harmonizados com o meio em que viverem. Não sei se viveremos de fotossíntese ou da energia de células fotoelétricas, ou de algo equivalente, mas tenho quase certeza de que no futuro a energia para nossa sobrevivência não dependerá da matança de animais ou vegetais, o que nos proporcionará uma saúde muito mais prolongada e plena. Talvez todas as partes de nosso corpo sejam substituídas por próteses inorgânicas, inclusive o cérebro e os olhos, e não acho que isso nos fará perder nossa identidade, nossas emoções nem nos cause qualquer outro prejuízo. Ao contrário, seremos melhores. Temos uma tendência a associar determinadas sensações com determinadas partes do corpo, como a sensação da visão ou do orgasmo, no entanto estas sensações estão sediadas no cérebro e não precisamos dos órgãos sensíveis habitualmente usados para transmitir ao cérebro as informações (substâncias químicas) que produzem estas sensações. Podemos simular com exatidão estas mesmas sensações por meio de próteses apropriadas (ainda inexistentes), com sensores que gerem sinais elétricos iguais aos produzidos pelos sensores orgânicos e estimulem a produção das mesmas substâncias que causam os mesmos efeitos. Na verdade, nem do cérebro precisamos para sentir emoções. Por mais abominável que possa nos parecer a idéia de trocar voluntariamente um membro sadio ou um órgão sadio por uma estrutura sintética, quando nossa tecnologia tiver alcançado o estágio necessário e as primeiras gerações que necessitarem destas próteses (por terem sido mutiladas, por exemplo) se sobressaírem em comparação às pessoas 100% orgânicas, e alguns atletas voluntariamente pedirem para substituir seus membros por próteses, e os recordes nas para-olimpíadas começarem a superar de longe os recordes das olimpíadas convencionais, e com pessoas vivendo 500 anos, 1.000 anos, 10.000 anos, então as trocas de partes do corpo serão inevitáveis, e aos poucos estes preconceitos contra usar próteses serão eliminados, assim como hoje já não existe preconceito em relação ao uso de coração artificial, dentes implantados etc. Com pessoas vivendo mais tempo, acelera-se todo o desenvolvimento tecnológico, porque em vez de a pessoa nascer sem conhecimento nenhum e ter que gastar 30% de sua vida aprendendo o básico, para viver produzindo apenas nos 50 ou 60 anos restantes, a pessoa aprenderá o básico em questão de segundos, por transferência de informação para o cérebro a partir de dispositivos de armazenamento equivalentes aos atuais HDs, ou implantarão os próprios dispositivos no cérebro, ou haverá algo melhor em lugar do cérebro, e em vez de durar apenas 70 a 80 anos, a vida durará milhares ou milhões de anos. Assim chegará ao ponto em que poderemos ter entidades feitas de energia ou de algo similar que não sofre degradação do tempo. É possível que em outras partes do Universo esse estágio já tenha sido atingido, e algumas experiências com espíritos que são relatadas podem ter alguma relação com isso (embora a maioria provavelmente não passe de fraude ou desinformação). Mas se não houver algo assim em outras partes do Universo, não podemos correr o risco de que isso deixe de acontecer se formos os únicos seres vivos. Para que algum dia tal estágio possa ser atingido e as entidades descendentes dos humanos possam viver “eternamente”, temos que tomar o máximo cuidado neste momento crítico de nossa história, em que o desenvolvimento tecnológico alcançou um patamar que pode colocar em perigo toda a vida no planeta. Estamos no limiar entre dar alguns passos decisivos a caminho da imortalidade, ou a caminho da extinção não só da própria espécie, mas talvez de todas as formas de vida.

Para levar adiante os objetivos da Sociedade Unicórnio, seria necessário ganhar muito dinheiro, mas em 2000 eu não fazia idéia de como poderia conseguir isso. Em 2005 uma luz se acendeu, e a solução se tornou clara. Atualmente estou envolvido num projeto concreto orientado para este objetivo, e que evolui consistentemente.

 

D) Profession?

Eu não tenho nenhuma profissão. Sou praticamente um indigente. Talvez um indigente bem-sucedido, com renda mensal média nos últimos 6 meses situada no topo 0,009% do Brasil. Se meu sistema de investimentos for o melhor, devo estar no top-10 da Forbes em menos de 10 anos e talvez seja o número 1 em menos de 15 anos. Se for apenas um dos melhores e eu não conseguir aprimorá-lo, mesmo com todo o meu esforço e dedicação, então talvez chegue apenas no top-100 da Forbes. Atualmente tenho mais de 20 sócios, que são pessoas brilhantes e de excelente caráter, dedicados e competentes. Calculo que cada um deles também será muito rico (alguns já são) nos próximos anos, e seriam muito bem-sucedidos mesmo que não estivessem envolvidos diretamente com meu projeto, porque de um jeito ou de outro eles encontrariam outros empreendimentos promissores.

 

E) Other key relationships?

Eu tive uma vida social um pouco mais ativa entre 1990 e 1999. Até 2006 minha vida ainda era razoavelmente normal. Atualmente eu passo a maior parte do tempo resolvendo, ou tentando resolver, assuntos relacionados aos meus sistemas automáticos de investimentos. Minha rede de relacionamentos se limita basicamente aos contatos com minha mãe, meus sócios e alguns poucos amigos. Isso às vezes se torna estressante e eu preciso mudar de ares. Porém eu não posso perder o foco, enquanto não tiver consolidado determinados pontos fundamentais. Entre 1983 e 1999 eu calculo que “conheci” cerca de 100 mulheres, a maioria eu nem sequer me lembro o nome, a aparência ou o sabor. Entre 2000 e 2008 eu conheci apenas 8 (se não estou esquecendo alguém...), mas foram quase todas marcantes. Eu sou uma pessoa difícil. Não é qualquer pessoa que consegue se relacionar comigo, porque sou muito exigente, não admito erros, sou muito rigoroso quanto à integridade, e isso espanta muitas pessoas que não querem ser tão corretas (tão “certinhas”, elas costumam dizer, em tom depreciativo). Isso cria algumas barreiras para que eu estabeleça laços afetivos mais intensos e prolongados. Quando encontro pessoas que atendem a alguns dos quesitos que considero fundamentais, costumo me envolver intensamente com elas e, geralmente, quando o romance termina, ficam bonitas e duradouras amizades.

Sou excêntrico, tenho atitudes que normalmente são fortemente recriminadas, visto-me de maneira exótica, digo coisas que normalmente não deveriam ser ditas num ambiente social civilizado, envolvo-me muito facilmente em longas e densas discussões teóricas sobre qualquer assunto, invariavelmente resultando em brigas. Sou uma pessoa anti-social, por natureza, mas quando me esforço, consigo me adaptar. Eu posso me relacionar bem em qualquer ambiente e com qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, classe social ou nível educacional, desde que sejam pessoas educadas e de bom caráter. Eu prefiro a companhia de pessoas que, além de educadas a íntegras, sejam também inteligentes e cultas, mas se tiver que tratar de desenho animado com crianças, ou culinária, ou até futebol, eu tento me virar. Recentemente eu recebi um convite para ser moderador numa comunidade do Orkut (similar ao facebook) para garotas (chama-se “lições de princesa”). Os tópicos não são propriamente do tipo que me agradam, então eu procurei colocar minhas opiniões sobre como realmente deve ser uma verdadeira princesa. Não sei se minhas opiniões foram bem recebidas por todas ou pela maioria, mas todas que chegaram a se manifestar se posicionaram favoravelmente. Também me relaciono muito bem com as pessoas que trabalham para mim ou para minha mãe, trato-as com respeito e consideração, embora raramente converse com elas, aliás, raramente converso com quem quer que seja, embora me comunique muito por escrito.

Além de eu não gostar de algumas coisas que a maioria das pessoas gostam, eu me interesso principalmente por coisas que a maioria não tem nenhum interesse. Até 2000 eu não me interessava por dinheiro, automóveis, futebol, poder, autoridade, prestígio social. Até hoje eu não me interesso por nada disso, porém, a duras penas, eu compreendi que se quero algumas coisas que considero importantes, como liberdade, mulheres bonitas, telescópios e equipamentos científicos, tranqüilidade, conforto, autonomia, eu preciso ter dinheiro, automóveis, poder, autoridade e prestígio social. Para obter coisas que considero importantes, tenho que antes obter outras que as demais pessoas acham importantes. Na maioria das situações possíveis, eu teria que me sacrificar para conseguir o que desejo, mas graças a Deus eu tenho a felicidade de, por meio do desenvolvimento de sistemas automáticos de investimento, que é uma atividade intelectual que me proporciona muito prazer, eu consigo obter o que não me atrai sem que eu precise fazer nenhum sacrifício, ao contrário, eu me divirto fazendo uma das coisas que mais me agradam e ainda por cima consigo o que preciso para ter acesso ao que desejo.

 

F) Other information you wish to share about yourself?

Eu nunca realizei algo muito expressivo, mas minhas criações depois dos 20 anos de idade foram comparativamente mais expressivas e numerosas do que as anteriores.

Antes dos 20 anos eu só desenvolvi um método para calcular fatoriais de números não-inteiros e um método para calcular logaritmos.

Depois dos 20 anos:

• Concebi uma máquina da invisibilidade, descrevendo com suficientes detalhes como deveria ser construída, quais limitações ela apresentaria, quais as soluções para algumas das limitações etc. Cerca de 9 anos depois, Susumu Tachi, professor na Universidade de Tóquio, pesquisador visitante no MIT, construiu (independentemente) um protótipo simplificado dessa máquina.
• Desenvolvi um método para calcular a quantidade mínima de hiperplanos necessária para dividir um politopo regular em determinado número de pedaços.
• Sou autor de um aprimoramento no método usado pela NASA e pela ESA para calcular paralaxes estelares, usando alguns conceitos de Estatística Bayesiana.
• Sou autor de um método mais acurado do que o usado até então para calcular a densidade e a distância de planetas exosolares, que explica adequadamente (mais de acordo com os princípios da Navalha de Occam e de Inferência Estatística) os resultados surpreendentes medidos no planeta CoRoT-Exo-3b, sem necessidade de reformular toda a teoria nem a necessidade de invocar a existência de algum tipo exótico de matéria.
• Sou autor de uma nova fórmula para determinação do índice de massa corpórea, que posteriormente foi descrita num livro (IMC na Balança), em que proponho o uso apropriado dos conceitos de Geometria Fractal e Engenharia de Estruturas para este propósito.
• Estabeleci um recorde mundial de mate anunciado mais longo em simultâneas de xadrez às cegas, que foi registrado na edição brasileira de 1998 do Guinness Book.
• Bati um recorde mundial de mate anunciado mais longo em Xadrez Epistolar.
• Sou autor de uma novidade teórica top-10 mundial, em eleição feita pelo júri do Sahovski Informator.
• Estou classificado para jogar a semi-final do campeonato mundial ICCF.
• Fui indicado pelo GMI ICCF Salvador Homce DeCresce para jogar nas Olimpíadas ICCF de Xadrez, representando o Brasil.
• Fui convidado por Marcos Ceteras, capitão da equipe Taissa Turda, da Romênia, para representar aquele país no primeiro tabuleiro na Liga Européia dos campeões.
• Sou autor de um novo modelo cognitivo que explica os processos subjacentes a todas as atividades intelectuais, por meio de uma estrutura mais bem articulada do que modelos anteriores, embora ainda seja uma teoria esotérica, como são todas as outras sobre este tema.
• Sou autor de um método pioneiro para normatização de testes de inteligência de modo a gerar escores em escalas de proporção de potencial, o que representa “o Santo Graal da Psicometria”, de acordo com Thurstone, Guilford e outros expoentes nesse campo.
• Sou autor de algumas inovações em Teoria de Resposta ao Item, para produzir resultados mais fidedignos em testes, inclusive a determinação correta do parâmetro ‘c’, que não pode ser estimado pelo método de máxima verossimilhança, como se fazia e que produzia alguns resultados impossíveis. Também proponho meios para se determinar os parâmetros ‘b’ e ‘a’ dentro de um intervalo mais correto, por um método alternativo. Amplos se aplicam com sucesso aos modelos de Birnbaum e Lord, produzindo resultados muito mais fidedignos do que os modelos tradicionais.
• Autor do Sigma Test, muito elogiado por renomados especialistas em Estatística, Psicometria, Puzzles, Matemática e Lógica, por introduzir novos conceitos sobre o conteúdo que precisam ter os itens num exame para avaliação intelectual, além de um novo e mais fidedigno método para aferir o nível intelectual.
• Autor do Sigma Test VI.
• Desenvolvi outro método para calcular fatoriais de números não-inteiros, semelhante ao primeiro, porém mais simples e menos prático.
• Autor da melhor solução para o problema de Análise Combinatória que consiste em determinar a ordem de grandeza do número de posições diferentes que podem se produzir numa partida de Xadrez. Este problema existe há mais de 500 anos e tem sido estudado por alguns dos maiores matemáticos da história. Não é um problema importante e sua solução não contribui para o desenvolvimento de nenhuma parte da Matemática, mas é um dos problemas mais difíceis a que consegui dar uma solução parcial, e embora seja apenas parcial, é provavelmente a mais completa e correta que existe (tomando por referência o site de Wolfram e a Wikipedia).
• Sou co-autor (com José Antonio Francisco) de um aprimoramento na Teoria da Evolução de Darwin, com importantes aplicações em Algoritmos Genéticos e, por extensão, no Mercado Financeiro.
• Sou autor de centenas de sistemas automáticos para gestão de carteiras de investimentos, alguns dos quais estabeleceram ou quebraram recordes mundiais de performances em investimentos em contas demonstrativas de curto prazo, e alguns possivelmente estão entre os melhores que existem para investimentos de longo prazo, com rentabilidade média de +49,7% ao ano em 125 meses de back test.
• Estabeleci um recorde de performance com operações em ouro, em 4 dias, com operações manuais (ganho de +1041% sobre o total da carteira).
• Desenvolvi um método de precificação de derivativos superior ao de Black & Scholes, cujo artigo (em que menciono alguns dos problemas no método atual, mas sem apresentar minha solução) aparece em segundo lugar entre 2.410.000 referências do Google.
• Autor de um índice para avaliar a relação risco/retorno de carteiras de investimentos superior ao índice de Sharpe, além de vários métodos mais elaborados.
• Autor de novos métodos e modelos de gestão de risco e gestão de capital, alguns dos quais com a ajuda do amigo Romolo Disconzi.
• Autor de um método para otimizar a busca aérea a náufragos de modo a maximizar as probabilidades de salvamento e agilizar a visualização das vítimas.
• Autor de novas metodologias para realização de back tests de sistemas automáticos de investimentos, de modo a alcançar um nível de fidedignidade altíssimo (erro menor que 0,0002) nos prognósticos de performances.
• Refutação e desmistificação de dezenas de famosas estratégias de investimentos que não funcionam, embora continuem a ser extensamente usadas e ensinadas em livros e cursos.
• Autor de métodos matemáticos para se ganhar em loteria esportiva, corridas de cavalos e algumas outras modalidades.

Acho que estes são os mais interessantes. Além destes, realizei cerca de 400 outros trabalhos menores e conquistei alguns prêmios e distinções de pouca importância de instituições como IBECC, USP, ETAPA, TRIP COLLEGE etc.

Um dos trabalhos que considero importantes que pretendo realizar ainda em vida é acabar com o problema da fome mundial e abrir caminhos para a educação ética e ecológica da população.